13 de nov de 2009

Olá pessoas que leem ' O Poeta está vivo - Caju'
Sei que estou em falta, e elguns até me perguntaram motivos pelo qual não estava postando.
Bom galerinha, a resposta é simples A CORRERIA !
Tenho novos textos e bla bla bla...
Mas para retomar as postagens, resolvi iniciar com alguns trechos de poemas que li uns tempos atrás. São rascunhos de vermelho em uma apostila de rádio, e foram feitas na ida para facul. Uma delas inclusive, na estação Vila Mariana. São palavras simples que demonstram sentimentos .Por conta disso que gostei. Sei que se eu não colocar aqui, é capaz de alguém nunca ler.
A autora dos esboços, é minha homônima, e por este motivo todos a chamam de Belmont para que as Marianas não sejam confundidas.

Mariana Bernun
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"...Como faço para te ver?
Fui na sala e você não estava lá.
Nem seu livro...

As horas não passam
continuo aqui e você não volta.

Não faz mais isso!"
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"... Já estou longe, mas não sei aonde estou...
Pensei em voltar mas desisti...
Trouxe comigo o amor para que você seja feliz"

Melhor assim..."
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"... O frio lá fora me revela solidão
e nada me diz do que tenho que fazer (...)
Inventei sonhos, inventei poemas,
inventei aventuras e de nada adiantou..."

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" Preciso me esconder antes que você apareça
Fugir antes de te ver...
Vou me perder enquanto há tempo..."
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"...Não vou te esperar, vou sair por aí...
Levar seus livros, seu cheiro, levar tudo..."

Por Mariana Belmont
Trechos do dia 05/09/09

4 de set de 2009

Palavras,olhares, gestos e sentimentos

Ela queria apenas andar, o rumo era incerto...
Um dia atípico...
Mudou tudo o que ia fazer, para não fazer nada.
Andando pelas ruas de São Paulo, ela olhava tudo e todos como se fosse a primeira e última vez que teria aquela oportunidade. A companhia era a improbabilidade, a incerteza...
E pela primeira vez aquilo não a angustiou.
A vida por ela era muito regrada e algo estava mudando.

Viver...
Quatro passos sem direção...
Dois olhares com a mesma visão...
Objetivos...
Nada naquele dia seria lembrado como algo simples, ou importuno.
O dia foi...

A cada hora que passava a menina de tênis surrado e roupas simples, tinha vontade de voltar no tempo e repetir a direção.
Ternura implícita em atos insanos acontecia a cada momento...
Durante aquela semana muitos dias de chuva aconteceram. E naquele dia a garota acordou sabendo que o sol teria uma intensidade melhor.

Os olhares eram apertados, era dia, e a lua já dava boas vindas... Sol e lua visível, momento de admiração daquela pessoa.

Cada segundo, cada passo, vozes, risadas, paradas. Era contemplado.

A solidão era algo partilhado entre duas almas...
Isolamento a dois.

Fazendo o que dava na cabeça o dia foi passando, e passando...
O dicionário de palavras fora acabando. Tudo agora era expressão!

As músicas viraram ironias do momento, o olhar era como maquina fotográfica...
Recordações ela queria.
A lua agora já era mais intensa, e os olhares não mais apertados.
Sem saber se teria uma nova oportunidade à despedida acontece...
Era hora do simplório tchau...

Ela continuou com o desígnio de início.
E o fez...

Entre carros, luzes, prédios, árvores, pessoas ela persiste em caminhar.
A cada passo, sem saber qual destino seguir, a garota olhava para o céu e pedia que aquele sonho fosse eterno!

O dia se foi...


Mari Bernun

31 de ago de 2009

Sociedade Viva Cazuza

Com uma enorme causa hoje a Sociedade Viva Cazuza sofre com dificuldades financeiras para manter a Instituição.



A Sociedade Viva Cazuza foi criada em 1990, por Lucinha Araújo e João Araújo, pais de Cazuza, em prol da luta contra a HIV/Aids. A casa tem um trabalho de Apoio Social para 120 pacientes adultos em acompanhamento ambulatorial no Hospital da Lagoa e no Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião. Desenvolve Projeto de Prevenção à AIDS em escolas e empresas.

Hoje a Sociedade Viva Cazuza abriga 22 crianças com idade entre 4 e 17 anos, na Casa de Apoio Pediátrico, que foi inaugurada em 1994 – recebendo o título de Primeira Casa de Apoio Pediátrico do Município do Rio de Janeiro-


A crise que a Instituição passa hoje é reflexo da paralisação das verbas de emendas parlamentares, o que ocasionou a enorme dificuldades em manter a qualidade de vida necessária para as crianças e adolescentes que vivem lá. Lucinha dedica o amor que tinha pelo filho a essas crianças. Dando-lhes casa, roupa, comida e tratamentos médicos.

Os dinheiros arrecadados pelos direitos autorais de Cazuza suprem apenas 20% das despesas da ONG que somam R$ 60 mil. Diante deste quadro financeiro reduzir o número de funcionários que trabalham na entidade é a atual solução.
Lucinha em um vídeo no Youtub pede ajuda de todos aqueles que têm a possibilidades e querem ajudar. E reforça segundo o site da Fundação "Somos a única casa de apoio soropositivos no Rio". Além do Presidente Lula ela está procurando ajuda no meio empresarial.

Espero que com a divulgação que tem sido feita pelo Brasil dessa atual situação. Lucinha Araújo consiga a verba que precisa para que o trabalho social e acima de tudo Humano- que ela faz com essas crianças- flua da melhor forma possível. E que assim a Fundação sobreviva dando força, compreensão, ajuda e principalmente amor. Para todos aqueles que dependem dela.



Mariana Bernun

Sociedade Viva Cazuza

21 de ago de 2009

A vida é mesmo complicada?! Ou nós que complicamos?!



Na verdade não sei, acho que é um pouco dos dois.
Veja eu! Estudando jornalismo, prestes a fazer aulas de teatro, com sonhos na mente e objetivos a seguir. Mas faltando algo...
Bom, para sair das minhas complicações eu junto uma frase do Caju com um complemento meu...
“O TEMPO NÃO PARA” “ E A VIDA NÃO ESPERA!"
Então pra que perder tempo com probleminhas bobos?!
Vamos viver e pronto!!!! = D



Mari Bernun

8 de ago de 2009

Hoje algo de diferente irá rolar neste blog! = D

Hoje algo de diferente irá rolar neste blog! = D

O espaço será reservado para a livre expressão do meu amigo Rodrigo. Admiro o que ele escreve e resolvi que deveria compartilhar seus pensamentos com os leitores. Principalmente por ser uma pessoa recorrente neste blog.
Espero que curtam!

Mari Bernun




A vida é o que quer que seja através de suas vontades, basta querer, desejar e ela vai ser o que você sempre quis que fosse.
cresça e veja que a vida não é só problemas, ela pode ser muito maior do que você pensa, basta correr e seguir a paz. Buscar a felicidade é o seu objetivo maior, sem pensar no futuro, nem no passado, viver intensamente o presente, caminhando, seguindo a luz do interior mais profundo e harmonioso sentimento que transborda de sorrisos e momentos insubstituíveis que alcançam toda a longevidade da vida com prosperidade.
A vida é isso, escreva o que pensa, extraia de si mesmo todas as idéias que você gostaria que fizesse alguma mudança, não só pra você mesmo, como para o mundo todo.
hoje olho pra trás e não me arrependo de nada que fiz, se eu fiz foi porque achava que seria à hora de fazer, o que importa, é que hoje estou aqui, escrevendo essas frases pra descrever meu passado, presente e quem sabe uma parte do meu futuro.
o meu mundo já não é como antes, vejo a paz um pouco distante, vejo as pessoas meio irônicas, atitudes impensáveis, fazem de todos poucos capazes de aceitar a si mesmo.
durante o tempo percorrido, pude conquistar alguns amigos, nem todos permanecem comigo, pois sei que enquanto estiveram os momentos que vieram, jamais serão extintos.



Rodrigo Soares

3 de ago de 2009

29 de jun de 2009

Poema


Cazuza sofreu muito com a morte da avó Maria. A música 'Poema' foi dedicada a ela, porém o arranjo só foi concluído após a morte do cantor. Ney Matogrosso foi quem gravou a canção.


Eu hoje tive um pesadelo
E levantei atento, a tempo
Eu acordei com medoE procurei no escuro
Alguém com o seu carinhoE lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era ainda criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou consolo
Hoje eu acordei com medo
Mas não chorei, nem reclamei abrigo
Do escuro, eu via o infinito
Sem presente, passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim
E que não tem fim
De repente, a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu há minutos atrás

24 de jun de 2009

22 de jun de 2009



Os 50 imaginários anos de Cazuza, ídolo dos 80
Se estivesse vivo, Cazuza teria feito 51 anos no dia, 4 de abril de 2009. É difícil imaginar como estaria hoje a música e a cabeça desse poeta e compositor que soube como poucos encarnar o espírito libertário do rock na década de 80. Cazuza personificava o exagero, o excesso. De talento. De vida. De amor. De poesia despudorada como a que pôs em letras antológicas feitas para os primeiros discos do Barão Vermelho, o grupo carioca que o projetou para o Brasil a partir de 1982. Cazuza era do rock. Mas também da música brasileira mais passional. É como se Janis Joplin encontrasse Lupicínio Rodrigues no Baixo Leblon. Com um aceno para Dolores Duran. E para os que transitavam no dark side.
Cazuza morreu jovem, devastado por uma Aids impiedosa que corroeu as defesas de seu organismo, mas que, em contrapartida, fortaleceu as imagens de seus versos, lapidados pela maturidade precoce imposta pela vivência de uma doença tão cruel. Aquele garoto que ia mudar o mundo morreu jovem. E, como todo jovem talento que sai forçosamente de cena na plenitude do cumprimento de sua missão artística, virou mito. Não envelheceu como artista diante de seu público. Difícil imaginar Cazuza aos 50 anos, já que, com 30, ele ousava ser um roqueiro que incursionava pela música brasileira quando ainda existia um muro imaginário dividindo o rock e a sagrada MPB. Cazuza embaralhou as cartas desse mercado no seu melhor disco solo, Ideologia, gravado em 1988 com urgência, já sob efeito das reflexões e balanços provocados pela doença. Certo é que sua obra passou com louvor na peneira do tempo por conta da forte originalidade.

18 de jun de 2009

13 de jun de 2009

8 de jun de 2009

O Despertar de um Sentimento




A noite caiu e o sono não vem
Penso em você cada dia mais.
Isso me dá medo...
Medo de te perder.
Perder o companheiro, perder as risadas que só dou com você.
Perder a espontaneidade de ser realmente quem eu sou,
Perder de vista o olhar que reflete em minha direção.
Mas principalmente perder o
AMIGO

As vezes acho que você sente minha falta,
Ao mesmo tempo sinto medo de estar errada.
Penso muitas vezes em tirar você de mim,
Esquecer de tudo, ter amnésia...
Isso tudo para tirar você do meu ímpeto
Para não sofrer.

Agora a madrugada se esvaia .
E um outro eu desperta e sussurra
que é impossível tirá-lo da minha vida.

O sono já não me preocupa mais...
Sem você fico fazia
Fico sem alguém pra me mostrar o mundo,
Apresentar-me a vida
Dizer que vale a pena.

Meu pensar está em turbilhões...
Não sei o que se passa dentro de nossas almas
Você é uma incógnita
E eu uma exclamação



Mari Bernun

******************O Título****************



Era mais uma noite em que escrevia minhas poesias...
Palavras soltas
com algum significado.
A cada palavra as estrofes iam se complementando
e a cada estrofe a poesia ganhava vida.

Chegado ao final o pensar é todo para o título.
Com a tv ligada, o computador no colo e a luz apagada
tento pensar no que acabara de escrever.

Desligo a tv para me concentrar
olho para o pc e tento pensar.
A reflexão é longa mas
as palavras não concluem o contexto das estrofes
E então ligo o som.
porém o pensamento não vem...


Deito na minha cama com um leve zumbido de mpb ao fundo
Olho para a tela ofuscante...
Palavras soltas de um ser pensante
Missão cumprida posso dormir.


Mari Bernun

26 de mai de 2009

21 de mai de 2009


Nasce o ser


um querer
tempo passado
Dia não vivido

Passos largos passam distante
O concreto se desmaterializou

A idéia não se concretizou
O inoportuno surgiu
O fim chegou

Sou
Fui
Ninguém





Mari Bernun

Sou o ar quente e úmido,
Sou o pedinte da esquina e o cachorro que o acompanha
Sou areia grossa da praia, mar quente e opaco.
Sou o negro, o índio da terra.
Sou arretada da Bahia de São Salvador
O pão de queijo eu sou.

Alma?

Soul?

A feijoada de histórias
Sou o hippie dos anos 60 e o punk dos anos 70
Sou o ditador dos trabalhadores.
Sou cantor, mestre, mendigo, sou do sul
Do frio, sou camaleão
Sou uma espécie em extinção
Sou o Brasil!
Mari Bernun

30 de abr de 2009

Mots déliés d'un être pensante - Palavras soltas de um ser pensante

Dans la transparence dont je dis
Dans l'incertitude dont il entend
Dans la battue du coeur
C'est plus une envie entre la multitude.

Le vouloir être fou
Lui vouloir bouleversement
Le ne pas vouloir

Personne ne comprend pas les mots et la signification d'elles
Personne ne veut pas ne pas voir le visible
Seulement il touchera l'intangible

La peur marche de mains données avec moi
À chaque jour se perd la joie

Tu perçois ce que je veux ?

Dans la transparence dont je dis
Dans l'incertitude dont il entend
Dans la battue du coeur
C'est plus une envie entre la multitude.


Na transparência do que digo
Na incerteza do que ouve
Na batida do coração
É mais um querer entre a multidão.

No querer ser louco
No querer transtorno
No não querer

Ninguém entende as palavras e o significado delas
Ninguém quer ver o visível
Apenas tocar o intangível.

O medo anda de mãos dadas comigo
A cada dia se perde a alegria

Percebes o que quero?

Na transparência do que digo
Na incerteza do que ouve
Na batida do coração É mais um querer entre a multidão.


Mari Bernun

28 de abr de 2009

Tum tum tum
Nessa cidade de correria vários corações batem...
De medo, de alegria, de tristeza, melancolia.
Mas bate...

Na esquina um coração pedinte, um coração com fome.
Apetite de ganhar mais dinheiro corre apressado o empresário da Av. Paulista.
Bate o coração do homem
Tum tum tum

No Senado bate....
Papo, bate grito desmoralizado, bate barraco, bate corrupto corrompido.
Na igreja a badalada do sino...
Cantos, louvor, bate santo, bate Deus, bate fé!
Pulsa...

O relógio não quer parar, e o tempo é pouco
Só restam duas opções...
Claro ou escuro?
Tum tum tum

O carro passa, o homem xinga, o farol fecha e abre várias vezes
Bate o coração de medo, alegria, de tristeza, melancolia...
A pressão é forte e o coração pulsa, bate, torce, grita e dorme.
O relógio não quer parar e o tempo é pouco.
A cidade adormece e o coração escuro...

Tum t u m t u m t u m t u m t u m

Mari Bernun

23 de abr de 2009

Arte de Mariana Bernun


"...Dizem que sou louco por te querer assim..."

13 de fev de 2009

UM SHOW ESPECIAL


Uma pessoa que conseguiu atingir com a sua voz, suas composições e parcerias o meu coração. Sábado dia 07/02/2009, em 1h40minutos de show eu pudi entender o porquê de gostar tanto de Rock e MPB.
Foi um show no SESC Vila Mariana, turnê em São Paulo do 3° Cd solo do Cantor Frejat (Intimidade Entre Estranhos) que fez tudo isso e muito mais.
Eu comecei a curtir Frejat ( Barão Vermelho) depois que fui pesquisar aos 11 anos quem era Cazuza. Mesmo não tendo visto ao vivo um show se quer do Cazuza pudi imaginar como seria.
O Frejat como a maioria deve saber foi grande amigo do Cazuza e parceiro no trabalho, que hoje crianças de 19 anos como eu conhecemos .
O Barão foi fundado em 1981, por Frejat, Mauricio Barros e Gutto Goffi, mais a frente entrou Dé e Cazuza, os dois primeiros LPs (Barão Vermelho 1 e 2) não foram muito pras paradas atingindo apenas 6 mil cópias, mas isso durou até ser lançado Bete Balanço, este foi titulo de um filme de 1984 no qual o grupo fez uma participação. O Rock dos anos 80 entrou no embalo de Bete
Balanço com tudo. Com o apoio de Caetano Veloso, Ney Mato Grosso, cantores da MPB, e com a irreverência das letras e comportamento de Cazuza,o Barão tornou-se parada de sucessos.
As letras eram algo que atingiam principalmente os jovens da época “Raspas e restos me interessam” (...) “ Mentiras sinceras me interessam” (...) “ Transformar o tédio em melodia”, tudo que um jovem no auge dos anos 80 queria gritar para todos ouvirem.
A parceria foi impar, Frejat e Cazuza ficaram conhecidos por tudo isso como a dupla de compositores da época.
E com esse show senti a “essência” dos anos 80 na veia!!
Mari Bernun

6 de fev de 2009

Existe uma fantasia romântica de você procurar sua cara-metade, o companheiro ideal.Dá mais certo do que o relacionamento entre pais ou grupos. A única coisa que deu certo na hiastória da humanidade. Essa coisa do par é muito importante.
Sempre achei isso. Minhas letras mais safadas são assim.
Tenho necessidade de relacionamento careta. E à noite tem aquela coisa de se sentir existindo, vivo. É uma coisa criativa e que me inspira porque as pessoas tem uma certa fantasia de que algo vai acontecer. Preparam-se para isso.

CAZUZA

(TIRADO DO LIVRO- PRECISO DIZER QUE TE AMO)

COMO TUDO COMEÇOU

Eu fui uma criança que mais curtia rock do que músicas infantis, grande influência dos meus pais. Bom, mas graças a esse gosto apurado dos meus papis, conheci o trabalho de uma cantora que mesmo não estando neste plano, ainda admiro muito.
Com a cantora Cássia Eller eu tive o primeiro contato com o grande poeta.
Lembro que quando eu tinha uns 11 anos aproximadamente, minha mãe comprou um CD da Cássia Eller, eu ouvia aquilo ali como se fosse um Hino, todos os dias. Deste CD a música que eu me apaixonei foi Malandragem, que pra mim era composição da Cássia. Só mais tarde fui descobrir que ela só era interprete.
Lá estava eu uma criança cara de pau e sem a menor vergonha de cantar Malandragem na área de jogos do shopping. Quando eu terminei aquela expectativa da nota eee...
Não saiu uma notinha se quer, nem um zero!! Mas sai dali feliz da vida e realizada por cantar Malandragem rs...
Foi então que a minha mãe me explicou que a música era de um cantor chamado Cazuza e não da Cássia Eller.
Fiquei tentando imaginar quem seria Cazuza...
Um homem bem velhinho, será?!
Fui pesquisar quem ele era e suas composições, foi quando descobri que diversas músicas que eu cantava era do dito cujo.
Foi assim que começou minha paixão pelo Cazuza, com 11 aninhos de idade. Hoje com 19, vejo que a curiosidade, entusiasmo e espontaneidade de uma criança podem trazer bons conhecimentos.
Graças a essas qualidades hoje sei realmente quem foi Cazuza...
Um dos maiores poetas do meu conhecimento।
Mari Bernun

5 de fev de 2009


Hoje nessa madrugada os pensamentos voam
Saber o que quero é difícil, o que sinto também
Hoje pensar em você não é mais novidade
Tornar o pensamento real
É o mais complicado disso tudo
Hoje nessa madrugada a certeza traz a dúvida
E a dúvida leva a coragem
Que por consequência traz o medo
Medo esse que nem sei direito o que quer dizer...
Será amor? Não sei... Dor? Talvez...
Ou simplesmente medo?
De ser o que não sou, dizer o que não digo, de fazer o insensato,
De arriscar no improviso...
Hoje mais uma madrugada se passou
E essa imprecisão de pensamentos
Fez com que eu visse o sol nascer sem saber o que quero te dizer.

Mari Bernun