1 de fev de 2011

Equilibrista do Tempo

Hoje ouvindo aquela música

Lembrei das brincadeiras de adolescentes adultos

Que sem saber, queriam jogar malabares no parque, rolar na grama verde limão, fazer um piquenique com bobeiras e uma poesia com pequenas sutilezas.

A cada estrofe cadenciada do quinteto, as imagens, sons e sensações se misturavam

Em uma cor azulada...

Hoje, ouvindo aquela frase viajei no passado

Ri contido e cantei empolgada.

Lembrei das injurias e juras de amor

Dos momentos atrapalhados e divertidos pela cidade

Do improviso mais que ensaiado e da dancinha fora de ordem

Lembrei dos strokes e também do Ensaio Sobre a Cegueira.

Pensei nas loucuras que vivi e também nas que perdi.

Ceguei-me por alguns instantes...

Foi quando um toque forte da bateria e outro singelo nos meus cabelos me puxaram para o presente. Olhei em volta, ouvi a música, senti o toque e entendi o sentido de tudo até aquele momento.