Mostrando postagens com marcador Contos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Contos. Mostrar todas as postagens

14 de fev. de 2011

QUADRILADO

De um lado para o outro das ruas de forma complacente e palavras intercaladas

As horas passavam...

Tudo muito rápido!

Um solo de piano fora analisado atrás das portas

De estático apenas os registros de uma máquina.

A simplicidade era a grande diferença

Detalhes eram analisados de ambas as partes

Duelo de olhares, busca por algo.

O cheiro de asfalto molhado era forte

Um arco-íris pintava o céu

E as ruas eram vazias...

O ritmo dos passos era lento

O único som percebido eram os pingos cadenciando com as vozes.

A noite caia e o luar não era sorridente

De tudo apenas um momento de negação!


Mari Bernun

4 de set. de 2009

Palavras,olhares, gestos e sentimentos

Ela queria apenas andar, o rumo era incerto...
Um dia atípico...
Mudou tudo o que ia fazer, para não fazer nada.
Andando pelas ruas de São Paulo, ela olhava tudo e todos como se fosse a primeira e última vez que teria aquela oportunidade. A companhia era a improbabilidade, a incerteza...
E pela primeira vez aquilo não a angustiou.
A vida por ela era muito regrada e algo estava mudando.

Viver...
Quatro passos sem direção...
Dois olhares com a mesma visão...
Objetivos...
Nada naquele dia seria lembrado como algo simples, ou importuno.
O dia foi...

A cada hora que passava a menina de tênis surrado e roupas simples, tinha vontade de voltar no tempo e repetir a direção.
Ternura implícita em atos insanos acontecia a cada momento...
Durante aquela semana muitos dias de chuva aconteceram. E naquele dia a garota acordou sabendo que o sol teria uma intensidade melhor.

Os olhares eram apertados, era dia, e a lua já dava boas vindas... Sol e lua visível, momento de admiração daquela pessoa.

Cada segundo, cada passo, vozes, risadas, paradas. Era contemplado.

A solidão era algo partilhado entre duas almas...
Isolamento a dois.

Fazendo o que dava na cabeça o dia foi passando, e passando...
O dicionário de palavras fora acabando. Tudo agora era expressão!

As músicas viraram ironias do momento, o olhar era como maquina fotográfica...
Recordações ela queria.
A lua agora já era mais intensa, e os olhares não mais apertados.
Sem saber se teria uma nova oportunidade à despedida acontece...
Era hora do simplório tchau...

Ela continuou com o desígnio de início.
E o fez...

Entre carros, luzes, prédios, árvores, pessoas ela persiste em caminhar.
A cada passo, sem saber qual destino seguir, a garota olhava para o céu e pedia que aquele sonho fosse eterno!

O dia se foi...


Mari Bernun