Mostrando postagens com marcador notícias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador notícias. Mostrar todas as postagens

31 de ago. de 2009

Sociedade Viva Cazuza

Com uma enorme causa hoje a Sociedade Viva Cazuza sofre com dificuldades financeiras para manter a Instituição.



A Sociedade Viva Cazuza foi criada em 1990, por Lucinha Araújo e João Araújo, pais de Cazuza, em prol da luta contra a HIV/Aids. A casa tem um trabalho de Apoio Social para 120 pacientes adultos em acompanhamento ambulatorial no Hospital da Lagoa e no Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião. Desenvolve Projeto de Prevenção à AIDS em escolas e empresas.

Hoje a Sociedade Viva Cazuza abriga 22 crianças com idade entre 4 e 17 anos, na Casa de Apoio Pediátrico, que foi inaugurada em 1994 – recebendo o título de Primeira Casa de Apoio Pediátrico do Município do Rio de Janeiro-


A crise que a Instituição passa hoje é reflexo da paralisação das verbas de emendas parlamentares, o que ocasionou a enorme dificuldades em manter a qualidade de vida necessária para as crianças e adolescentes que vivem lá. Lucinha dedica o amor que tinha pelo filho a essas crianças. Dando-lhes casa, roupa, comida e tratamentos médicos.

Os dinheiros arrecadados pelos direitos autorais de Cazuza suprem apenas 20% das despesas da ONG que somam R$ 60 mil. Diante deste quadro financeiro reduzir o número de funcionários que trabalham na entidade é a atual solução.
Lucinha em um vídeo no Youtub pede ajuda de todos aqueles que têm a possibilidades e querem ajudar. E reforça segundo o site da Fundação "Somos a única casa de apoio soropositivos no Rio". Além do Presidente Lula ela está procurando ajuda no meio empresarial.

Espero que com a divulgação que tem sido feita pelo Brasil dessa atual situação. Lucinha Araújo consiga a verba que precisa para que o trabalho social e acima de tudo Humano- que ela faz com essas crianças- flua da melhor forma possível. E que assim a Fundação sobreviva dando força, compreensão, ajuda e principalmente amor. Para todos aqueles que dependem dela.



Mariana Bernun

Sociedade Viva Cazuza

22 de jun. de 2009



Os 50 imaginários anos de Cazuza, ídolo dos 80
Se estivesse vivo, Cazuza teria feito 51 anos no dia, 4 de abril de 2009. É difícil imaginar como estaria hoje a música e a cabeça desse poeta e compositor que soube como poucos encarnar o espírito libertário do rock na década de 80. Cazuza personificava o exagero, o excesso. De talento. De vida. De amor. De poesia despudorada como a que pôs em letras antológicas feitas para os primeiros discos do Barão Vermelho, o grupo carioca que o projetou para o Brasil a partir de 1982. Cazuza era do rock. Mas também da música brasileira mais passional. É como se Janis Joplin encontrasse Lupicínio Rodrigues no Baixo Leblon. Com um aceno para Dolores Duran. E para os que transitavam no dark side.
Cazuza morreu jovem, devastado por uma Aids impiedosa que corroeu as defesas de seu organismo, mas que, em contrapartida, fortaleceu as imagens de seus versos, lapidados pela maturidade precoce imposta pela vivência de uma doença tão cruel. Aquele garoto que ia mudar o mundo morreu jovem. E, como todo jovem talento que sai forçosamente de cena na plenitude do cumprimento de sua missão artística, virou mito. Não envelheceu como artista diante de seu público. Difícil imaginar Cazuza aos 50 anos, já que, com 30, ele ousava ser um roqueiro que incursionava pela música brasileira quando ainda existia um muro imaginário dividindo o rock e a sagrada MPB. Cazuza embaralhou as cartas desse mercado no seu melhor disco solo, Ideologia, gravado em 1988 com urgência, já sob efeito das reflexões e balanços provocados pela doença. Certo é que sua obra passou com louvor na peneira do tempo por conta da forte originalidade.